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CBI e Embaixada Britânica promovem evento sobre Mudanças Climáticas
A Câmara Britânica da Indústria e a Embaixada Britânica do Brasil promoveram o evento "Mudanças Climáticas: um assunto de todos", em São Paulo, no dia 02 de setembro. Os participantes receberam o relatório do Grupo de Trabalho sobre Mudanças Climáticas da CBI, que traz dados detalhados sobre a necessidade de redução das emissões de gases do efeito estufa na Grã Bretanha e os desafios para se atingir a meta de redução.
Foram palestrantes no evento: John Hutton, ministro de Negócios, Empreendimentos e Reforma Regulatória do Reino Unido; Francelino Grando, secretário de Tecnologia Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil; Martin Broughton, presidente da Confederação das Indústrias Britânicas; José Augusto Coelho Fernandes, diretor-executivo da Confederação Nacional das Indústrias (CNI); Marina Grossi, coordenadora da Câmara Técnica do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS); Izabela Teixeira, secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente do Brasil; Mário Monzoni, presidente do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas; Fabiene Brones, gerente de Impacto Ambiental da Natura. Os debates foram mediados pela jornalista Sonia Racy.
Dalberto Adulis, coordenador-executivo da ABDL. participou do evento e afirmou que "os dados apresentados e os debates com importantes personalidades da indústria e dos governos do Brasil e da Inglaterra me fizeram refletir sobre a importância da interação entre os diversos setores da sociedade. Somente a partir da colaboração em todos os níveis - localmente, de forma nacional e no âmbito global - e envolvendo todos os setores, é que poderemos buscar soluções para a questão do clima".
O Grupo de Trabalho sobre Mudanças Climáticas da CBI (que elaborou o relatório entregue aos participantes do evento e que serviu de base para os debates) é composto por representantes de grandes indústrias com atuação no Reino Unido. O relatório, fruto de intenso trabalho de pesquisa, é enfático ao afirmar que "é preciso reconhecer a urgência da situação se quisermos que o Reino Unido atinja suas metas de redução das emissões de gases do efeito estufa". Já no prefácio, avisa: "o presente relatório não foi escrito por ativistas, foi escrito pela comunidade empresarial".
Isso mostra que, ao menos no Reino Unido, o empresariado reconhece a urgência do tema e a ação necessária para combater os efeitos da mudança no clima. Na conclusão, assumem a sua parte de responsabilidade na construção de uma economia competitiva de baixa emissão de carbono no Reino Unido. "Esta tem que ser uma prioridade compartilhada por todo o país, que passará pela construção de parcerias nacionais e internacionais, consumidores e empresas."
Alguns dados do relatório:
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2% das emissões mundiais são produzidas no Reino Unido, mas sua influência pode ser ainda maior
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é preciso cortar em mais da metade as emissões previstas pelos programas em curso para que atinjam suas metas atuais
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até 2030, o uso eficiente de energia em casa, nas empresas e no transporte tem que representar cerca de 60% das reduções necessárias
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em 2030, os aparelhos elétricos terão de ser pelo menos 30% mais eficientes que hoje, e as emissões de um carro zero quilômetro comum terão de cair em 40%, no mínimo
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30% da capacidade de geração instalada terá que ser substituída até 2025, representando uma oportunidade de aliviar a 'pegada de carbono' da sociedade britânica
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2% das empresas são responsáveis por 80% das emissões geradas por processos industriais e pelo uso de edifícios com fins empresariais
Os industriais britânicos afirmam, ao final do documento que "não há dúvida de que, sem o apoio financeiro e sem políticas adequadas para promover novas tecnologias com potencial comercial, as oportunidades de redução não serão implementadas no futuro próximo".
O documento deixa claro a necessidade de ações orquestradas em indústria e governos para o enfrentamento da questão climática. O Portal ABDL vai mais longe e afirma que a transição para uma sociedade sustentável e ambientalmente segura depende da formação e sensibilização de lideranças comprometidas com o planeta e articuladas de forma colaborativa, nos diversos setores da sociedade e com atuações que partem do local ao global.
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