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Rede de Cooperação Alternativa (RCA)
A Rede de Cooperação Alternativa Brasil (RCA) busca alternativas de desenvolvimento sustentado entre os povos das florestas. Para tanto, tem como meta fortalecer institucionalmente as organizações parceiras no campo político em que atuam.
Histórico
A RCA foi estruturada a partir de um impulso inicial da Fundação Rainforest da Noruega, em 1994. No Brasil esta rede se formou a partir de organizações não-governamentais que trabalham com povos indígenas. Até 2003, a rede era formada apenas por essas entidades voltadas para as questões indígenas e socioambientais. No ano de 2003, porém, as associações indígenas foram incorporadas à rede e, portanto, deixaram se ser apenas beneficiárias e se tornaram parceiras e integrantes da rede. No início, suas atividades básicas eram seminários anuais entre as organizações que fazem parte da rede. Atualmente, seu enfoque mudou para viagens de intercâmbio entre os parceiros.
As organizações que fazem parte da RCA são: Associação Terra Indígena Xingu (ATIX), Comissão Pró-Yanomami (CCPY), Comissão Pró-Índio do ACRE (CPI-AC), Centro de Trabalho Indigenista (CTI), Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Instituto de Pesquisa e Formação em Educação Indígena (IEPÉ), Instituto Socioambiental (ISA), Organização dos Professores Indígenas do ACRE (OPIAC) e VYTY CATI – do povo Timbira.
Desafios
A RCA está vivendo um processo de avaliação e reformulação de seus objetivos e práticas. Dessa forma, o Programa Redesenvolvimento chegou no momento certo, pois está auxiliando a rede nessa tarefa de re-elaborar suas perspectivas e refletir sobre seus problemas internos. Eles acreditam que são quatro os seus maiores desafios.
O primeiro deles diz respeito ao desenvolvimento real das áreas indígenas – o que implica em demarcação das terras indígenas, fiscalização, plano de desenvolvimento sustentável e geração de renda para as comunidades, educação escolar e saúde indígenas. O segundo ponto consiste na necessidade de se estimular o desenvolvimento de lideranças que façam a ponte entre as comunidades e a sociedade. Em terceiro lugar, vem a Comunicação e as TICs – é preciso aprimorar esses instrumentos, tais como radiofonia nas comunidades e telecentros. Por fim, a RCA entende que só aperfeiçoando o seu trabalho em rede será possível chegar no desenvolvimento que almejam.
Participantes do Redesenvolvimento
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André Fernando Baniwa – Presidente da Associação Indígena da Bacia do Içana (OIBI) e Vice-diretor da FOIRN. Ambas as instituições desenvolvem projetos na área do Desenvolvimento Sustentável a partir dos conhecimentos tradicionais.
Maria Monteiro Cruz – Secretária Executiva da Diretoria da FOIRN. Nascida em Santa Isabel do Rio Negro (AM). Seu papel principal é dar assessoria direta à Diretoria Executiva em assuntos diversos e trabalhos executados pela instituição, bem como sua sistematização.
Maria Izabel Camargo – Trabalha no Instituto Socioambiental (ISA), no Programa Rio Negro, com projetos piloto de produção e comercialização sustentável de produtos indígenas tradicionais.
Marta Azevedo – Coordenadora do Projeto Educação Indígena do ISA. Trabalha com educação indígena, demografia indígena e saúde das mulheres.
Rede de Cooperação Alternativa Brasil (RCA)
Comissão pró yanomami - www.proyanomami.org.br/
Centro de Trabalho Indigenista - www.trabalhoindigenista.org.br/
ISA – www.socioambiental.org
VYTY CATI – do povo Timbira -
http://www.trabalhoindigenista.org.br/programa_timbira.asp
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