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Desenvolver a Economia Verde requer 2% do PIB mundial, diz ONU
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) anunciou ontem que serão necessários US$ 1,3 trilhão por ano para transformar a economia mundial em uma economia verde, isto é, com baixos níveis de poluição ambiental e de consumo dos recursos naturais.
A quantia equivale a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) global e deveria ser destinada a dez setores estratégicos: energia, transportes, construção e agricultura.
A recomendação faz parte do relatório Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza, divulgado ontem pelo Pnuma na abertura do Fórum Global de Ministros do Meio Ambiente, em Nairóbi, no Quênia. Segundo a ONU, a mudança no perfil econômico dos países terá a capacidade de elevar o crescimento da economia global a níveis maiores que os atuais, por meio da criação de empregos.
Segundo o estudo, entre 1% e 2% do PIB global são destinados para subsídios considerados "insustentáveis", como o petróleo. "A aplicação inadequada de capital está no centro dos atuais dilemas do mundo e há medidas rápidas que podem ser tomadas", afirmou Pavan Sukhdev, diretor da iniciativa Economia Verde, ao apresentar as propostas.
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O relatório vê uma Economia Verde não só como relevante para economias mais desenvolvidas, mas como um catalisador fundamental para o crescimento e erradicação da pobreza no desenvolvimento de outros também, onde em alguns casos, cerca de 90 por cento do PIB dos pobres está ligada à natureza ou capital natural, tais como florestas e águas doces.
Ele cita a Índia, onde mais de 80 por cento dos 8000 milhões de dólares da Lei Nacioanal de Garantia de Emprego Rural cobra, pelo menos 100 dias de trabalho remunerado para as famílias rurais, investindo na conservação de água, irrigação e desenvolvimento da terra.
Isto gerou três bilhões em valores de emprego beneficiando cerca de 60 milhões de famílias.
Dois por cento do PIB combinado de Camboja, Indonésia, Filipinas e Vietnã é atualmente perdido em doenças transmitidas pela água devido a condições inadequadas de saneamento.
Políticas que redirecionem mais de um décimo de um por cento do PIB mundial por ano, pode ajudar, não só a enfrentar o desafio do saneamento, mas conservar a água doce através da redução da demanda de água em um quinto até 2050, em relação às tendências projetadas.
Para acessar todos os relatórios do PNUMA, acesse: http://www.unep.org/Documents.Multilingual/Default.asp?DocumentID=659&ArticleID=6902&l=en
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