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Vazante do Rio Negro será a segunda maior do século

A vazante deste ano no rio Negro, que banha Manaus, deverá ser a segunda maior do século, atrás apenas da do ano passado, mas com cenários bem menos severos. A informação é do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) que divulgou a primeira previsão para a seca do Negro.

Com margem de erro de menos de 1%, segundo o engenheiro hidrólogo do CPRM Eber José de Andrade Pinto, por volta do dia 30 deste mês o Negro deve atingir 15,63 metros no porto de Manaus, onde fica a régua de medição. Na maior seca já registrada pelo órgão, em 1963, o Negro chegou a 13,64 metros e, no ano passado, quando a medição do rio atingiu 14,75 metros foi registrada a 7ª maior seca dos últimos 104 anos.

A seca deste ano, segundo a previsão do CPRM, não atingirá os níveis críticos do ano passado, quando o governo estadual decretou estado de emergência em todos os 62 municípios do Amazonas. "Esta deverá ser a 13ª maior dos últimos 104 anos, mas não será tão severa quanto a do ano passado, já que o Negro deverá ficar com quase um metro acima do nível mais crítico do que em 2005", disse Andrade Pinto. Das 302 estações hidrológicas monitoradas pelo órgão na região Amazônica, apenas seis estão sendo consideradas nesta previsão: Manaus, Barcelos, Canutama (base de Itapeuá), Beruri e Manacapuru, todas no Amazonas.

De acordo com o coordenador da Meteorologia do Sistema de Proteção Ambiental da Amazônia (Sipam), Ricardo Dallarosa, ainda não se pode afirmar que o El Niño (fenômeno de aquecimento do Oceano Pacífico) vá interferir na vazante dos rios da Amazônia. "Os efeitos do El Niño só começarão a ser sentidos na região entre o final de novembro e o início de dezembro. Vai chover um pouco menos, principalmente na parte leste da região, no Pará, e na região oeste do Amazonas", afirmou.

A previsão do Sipam é que, de outubro a novembro, chova de 250 a 300 milímetros por metro quadrado em Manaus. No fim de semana, chuvas rápidas e intensas provocaram o desabamento de palafitas no Morro da Liberdade, na zona sul de Manaus, às margens do igarapé do Quarenta. Segundo a Defesa Civil da capital, nenhuma pessoa ficou ferida.

Fonte: Jornal do Meio Ambiente

11 de Outubro, 2006
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