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ONG reforça presença de ODM na televisão

Os cerca de 10 milhões de expectadores que assistem aos programas da organização não-governamental União Planetária – veiculados em 20 capitais por 19 canais abertos e 36 a cabo – passarão a saber mais sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Documentários, entrevistas e debates produzidos pela ONG abordarão o desempenho brasileiro em relação às oito metas socioeconômicas que os países das Nações Unidas se comprometeram a atingir até 2015.

Ao longo dos próximos oito meses, a produção da ONG deve abordar os aspectos de várias áreas — educação, cultura, meio ambiente — que influenciam no cumprimento, ou não, de cada um dos oito objetivos. A idéia é mostrar como a mudança em alguns dos “valores coletivos” que regem o comportamento da sociedade podem impulsionar o avanço em direção às metas, afirma o presidente da União Planetária, Ulisses Riedel.

“Quando entrei na faculdade de direito, em 1955, nós ainda estudávamos o Código Civil do Clóvis Beviláqua, de 1916. O texto afirmava que a mulher era relativamente incapaz e que precisava da outorga uxória do marido. Dizia que a mulher era equiparada aos silvícolas. Antes da década de 30, as mulheres não podiam sequer votar ou ser eleitas. Acontece que a lei pode até mudar, mas esses valores coletivos equivocados são mais difíceis de serem mudados. E é isso o que buscamos”, conta Riedel.

Além da inserção do tema nos programas televisivos, a ONG vai dedicar aos Objetivos do Milênio a capa de seu guia de programação mensal distribuído em Brasília (DF). A revista, com tiragem de 20 mil exemplares, é enviada aos assinantes da Mais TV — operadora de televisão a cabo que transmite diariamente os programas da União Planetária em um de seus canais.

Segundo o presidente da ONG, a União Planetária parte do pressuposto de que muitos dos problemas do mundo têm origem em valores coletivos equivocados que foram formados a partir de valores individuais. Para transformar a realidade, portanto, seria necessário estabelecer novos princípios, baseados no respeito às pessoas e ao meio ambiente. “A nossa primeira proposta foi a de fortalecer o trabalho das Nações Unidas, divulgar seus ideais e a Declaração Universal dos Direitos Humanos. A ONU trabalha com a fraternidade entre os povos. Não podemos dizer que uma guerra do outro lado do mundo não nos afeta. Afeta sim”, destacou.

Fonte: PNUD

22 de Julho, 2005
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