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Cúpula será momento–chave para ODM

A Cúpula de Setembro em Nova York, a primeira a avaliar o desempenho dos países nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), será um “momento-chave” tanto para os governantes quanto para as Nações Unidas. A avaliação foi feita pelo representante do PNUD e da ONU no Brasil, Carlos Lopes, em artigo publicado nesta terça-feira no jornal “O Estado de S. Paulo".

"A comunidade internacional passará por um momento de reflexão importante na cúpula de setembro e as oportunidades oferecidas por este processo não podem ser desperdiçadas", adverte (leia a íntegra). "Em sua mão está a possibilidade de aproveitar a ocasião para fortalecer o consenso internacional para a construção da paz, da prosperidade e para a proteção dos direitos humanos. É tempo de agir", acrescenta.

A cúpula de setembro será a primeira oportunidades para os líderes mundiais reverem a Declaração do Milênio, documento assinado pelos países da ONU em 2000, em que se comprometeram a cumprir os Objetivos do Milênio — uma série de metas socioeconômicas, incluindo renda, educação, saúde, gênero e meio ambiente. Carlos Lopes classifica a declaração de resposta às prioridades de desenvolvimento definidas conjuntamente.

“Para alcançar essa agenda internacional tanto os países quanto as Nações Unidas precisam se adaptar”, afirma. Nesse contexto, Lopes lembra que em março deste ano o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, lançou um relatório com um pacote de propostas concretas para o desenvolvimento dos países.

“Após 60 anos de sua criação, a organização passa por um momento de reforma sem precedentes”, escreve Carlos Lopes. Segundo o representante, o mundo atual exige ações de âmbito coletivo. “No mundo como o atual, onde as ameaças e os desafios que afetam um país afetam os demais, as respostas devem ser coletivas”, defende.

Entre as propostas apresentadas, Annan faz um apelo aos países desenvolvidos em aumentar a ajuda oficial às nações em desenvolvimento. O secretário-geral enfatiza também a necessidade de aumento do combate à corrupção e à onda de terrorismo no mundo. “O desenvolvimento será real sempre e quando as pessoas não estiverem ameaçadas pela violência e pela guerra”, comenta Lopes no artigo.

Fonte: PNUD

01 de Junho, 2005
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