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Marina defende ações do governo na Amazônia

Ontem (9), durante a sétima reunião da Comissão Externa do Senado que acompanha as investigações do assassinato da missionária Dorothy Stang, parlamentares e representantes do governo federal tentaram determinar quais as conexões entre a política agrária e a violência na Pará. Entre os convidados, a ministra Marina Silva, Meio Ambiente, defendeu a reforma agrária e outras ações do governo na Amazônia e atribuiu a onda de violência a grupos que desejam inibir comunidades locais e setores produtivos que apóiam as medidas.

Marina explicou que o governo vem trabalhando com quatro diretrizes: o desenvolvimento sustentável; o controle da participação social, para incentivar o envolvimento da sociedade; o fortalecimento do Sistema Nacional do Meio Ambiente, dividindo tarefas com estados e municípios; e uma política ambiental integrada, em que diferentes setores participem.

O secretário de Biodiversidade e Floresta, João Paulo Capobianco destacou alguns avanços já obtidos, como o recente lançamento do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) que emprega satélites para localizar desmatamentos recentes. Segundo ele o novo sistema de monitoramento evitará demoras de que regiões de desmatamento só sejam encontradas "não tínhamos sistema de monitoramento, éramos informados dois anos depois quando o fato já era consumado e agora é em tempo real, qualquer pessoa pode fiscalizar a Amazônia".

A ministra do Meio Ambiente ressaltou ainda a construção de 19 bases operativas em diferentes estados, três das quais já em funcionamento. As demais estarão prontas, de acordo com Marina, até o final de março. A partir delas será possível desenvolver ações integradas da polícia federal, Ibama, Incra, polícia rodoviária e, em alguns casos do exércitoa.

Segundo informações fornecidas por Marina Silva, o Ministério do Meio Ambiente aumentou, em 2003, o número de grandes operações de fiscalização na região amazônica em 68% – passando de 19 para 32 – o que elevou o número de infrações cadastradas de 3.558 para 5.471 (aumento de 54%) que somaram R$ 83 milhões em multas aplicadas (contra R$ 65 milhões no período anterior). Também foram apreendidos 320 equipamentos pesados, como caminhões e tratores. "A expectativa para 2005 é de uma diminuição sistemática no desmatamento", diz a ministra.
Fonte: Agência Brasil

10 de Março, 2005
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