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Melhores empregos necessários para atingir ODMs
Metade da força de trabalho global está abaixo da linha oficial de pobreza – estabelecida pela ONU como US$ 2 por dia –, a revelação é da edição 2004-2005 do Relatório sobre o Emprego no Mundo divulgado ontem (7) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo o documento a adoção de políticas econômicas que valorizem o trabalho é urgente para as metas de redução da pobreza estabelecidas nos Objetivos do Milênio (ODM).
O relatório avalia que, em 2003, existiam 2,8 bilhões de pessoas empregadas no mundo. O número poderia ser comemorado como o maior nível de emprego jamais registrado, mas ele acaba obscurecido pelos, aproximadamente, 1,4 bilhões de trabalhadores que não vêem seus esforços transformados em melhorias nas suas condições de vida. Desse total, 500 milhões vivem com menos de US$ 1 por dia, ou seja, estão oficialmente em situação de miséria.
Apesar da situação continuar grave, houve até certa evolução. Em 1990 os trabalhadores abaixo da linha de pobreza eram 57,2 do total contra 49,7% em 2003.
Segundo o diretor-geral da OIT, Juan Somavia, “a falta de empregos não é a única fonte da pobreza, mas a natureza menos produtiva do trabalho. O aumento da produtividade, apesar de tudo, é o mecanismo do crescimento econômico que permite homens e mulheres ganharem o suficiente para saírem da pobreza.”
O documento chama a atenção para o fato de que regiões que conseguirem aumentar sua produtividade no longo prazo e criar oportunidades de emprego tem maiores chances de alcançarem os ODMs relacionados à redução da pobreza.
Há também uma boa chance de que a meta de redução da miséria seja superada, uma vez que o crescimento necessário é estimado em 4,7 ao ano, inferior ao de 5% projetado para o período entre 1995 e 2005. O otimismo dessa visão fica relativizada quando se quebra o crescimento do PIB mundial por regiões, nesse caso Sudeste Asiático, Oriente Médio, Norte da África e países em transição econômica deverão atingir as metas; a América Latina e Caribe provavelmente não terão sucesso; a África Sub-Saariana por outro lado deve ver sua situação piorar.
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