Login:
Senha:
  |  
Fale Conosco  |   Mapa do site  |  
Busca:
  Participativo
  Recursos
  ABDL



Partidos não alcançam cota mínima para mulheres

Mesmo com o eleitorado feminino (51,18%) sendo maior que o masculino (48,66%), a candidatura masculina continua dominando o cenário político nacional: são 14.282 candidatos (90,51%) contra 1.497 candidatas (9,49%) a prefeito. No caso dos vereadores, são 269.684 homens (77,85%) contra 76.658 mulheres (22,13%). Do total de candidatos, 33 não informaram o sexo no formulário de registro de candidatura.

Nenhum dos 27 partidos políticos completou a cota mínima de indicação de 30% de candidaturas femininas para as eleições municipais, conforme prevê a Lei Eleitoral (9504/97).

A informação é da coordenadora da Bancada Feminina no Congresso Nacional, deputada Iara Bernardi (PT-SP), que citou levantamento feito pelo Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfêmea) sobre a participação da mulher no pleito deste domingo. Ela lembra que, embora tenha aumentado significativamente o número de candidatas, o percentual máximo que alguns partidos apresentaram foi de 24% de candidatas a vereadora (PV, Prona e PAN) e de 22% do total de candidaturas a prefeita (PCO).

Iara Bernardi assinala que, desde 1996, quando as eleições passaram a contar com a política de cotas, constatou-se que a política de cotas não é suficiente. "É preciso haver outras ações, como a destinação de recursos partidários para a campanha, um trabalho de preparação das mulheres, para incentivar essa participação".

A deputada acrescenta que, se a Reforma Política garantir o fortalecimento e o funcionamento contínuo dos partidos, haverá um espaço para que as mulheres aprendam a fazer política, com experiência e recursos. "E não que sejam chamadas apenas para completar chapa e chamar votos".

A deputada informa que a Bancada Feminina do Congresso vai organizar nova videoconferência com as eleitas de todo o Brasil ainda neste ano.
Crescimento das candidaturas – A partir dos dados preliminares disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Cfemea constatou que, com relação às votações de 2000, houve um crescimento em números absolutos de 6.444 candidatas às Câmaras de Vereadores, representando 9,16%. As mulheres ampliaram a sua participação de 19% para 22%.

Quanto às prefeituras, em 2004 as mulheres representam 9,47% das candidaturas, totalizando 1.495 candidatas em um total de 15.778 candidatos. Em 2000, as mulheres candidatas a prefeita representavam 7,59%, totalizando 1.139 candidatas em um total de 15.016 candidatos. O crescimento absoluto foi de 356 candidatas, correspondendo a um crescimento percentual de 31,25%.
Proporcionais x Majoritárias – De acordo com o estudo, a participação das mulheres nas eleições proporcionais (para vereador) é mais expressiva que sua participação nas eleições majoritárias (para prefeito). Em termos percentuais, a candidatura das mulheres a vereadora é mais que o dobro da candidatura à prefeita em todo o País (22,14% e 9,47%, respectivamente).

O crescimento das candidaturas das mulheres entre 2000 e 2004 para o cargo de prefeito foi três vezes superior ao crescimento ocorrido para o cargo de vereador (31,25% e 9,16%, respectivamente).

Fonte: Agência Câmara

04 de Outubro, 2004
imprimir

Parceiros
Assine o Boletim ABDL fornecendo seu e-mail